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sexta-feira, 11 de junho de 2010
POESIA MODERNA
Características
• Verso livre
O verso já não está sujeito ao rigor métrico e às formas fixas de versificação e a rima se torna desnecessária.
• Destruição dos nexos
Os chamados nexos sintáticos, preposições, conjunções etc., são eliminada da poesia moderna, que se torna mais solta, mais descontínua e fragmentária e, fundamentalmente, mais sintética.
• Paronomásia
Figura muito usada depois de 1922, consiste na junção de palavras de sonoridade muito parecida, mas de significado diferente.
• Fluxo da consciência
Trata-se do monólogo interior levado para o texto de ficção sem qualquer obediência à normalidade gramatical, à lógica ou mesmo à coerência, ou seja, é a mente do personagem revelada por ele próprio, sem nenhum tipo de barreira racional.
• Liberdade no uso dos sinais de pontuação
Os sinais tornaram-se facultativos, com o escritor subordinando o uso de pontos, vírgulas, travessões, etc., a uma disposição estilística ou psicológica e não a regras gramaticais. Sua eliminação freqüente visa a dar ao texto um aspecto caótico ou febril.
• Ambigüidade
O discurso literário perde o sentido fechado que geralmente possuía no século passado. Ou seja, ele oferecia ao leitor apenas um sentido, uma interpretação. Agora, ele tem um caráter variado e polissêmico. Uma rede de significações, que permite múltiplos níveis de leitura.
O BICHO – Manuel Bandeira
Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Os ombros que suportam o mundo - Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco me importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança:
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue,
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns achando bárbaro o espetáculo,
preferiam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida, apenas, sem mistificação.
Referência:
http://educaterra.terra.com.br/literatura/modernismo (Acessado ás 20h14min em 11de junho de 2010)
http://www.portalsaofrancisco.com.br/ (Acessado ás 22h00min em 11 de junho de 2010)
http://www.sitedasartes.hpg.com.br/poesia6.htm (Acessado às 22h50min em 11 de junho de 2010)
Componentes: Débora de Souza, Lóren Kaiza, Vanessa Reis, Wdson Fernando e Yasmin Silva
Turma: V semestre A
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