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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Despedida

Queridos, estes três anos de convivio foi muito salutar, espero ter ajudado-os a crescer, a conhecer um pouco mais da nossa Língua e suas complicações. Para os que irão direto pra faculdade, bons estudos, que vcs possam encontrar sua vocação, para os que ainda vão dar uma parada, ou que não pensam ainda em seguir estudando, analisem se não vale a pena. Mas espero que todos se encontrem em suas escolhas. A atividade que deixo para vcs é um texto para refletirem sobre o amor e a vida que podemos levar e a diferença que podemos fazer para o nosso mundo. Bjs carinhosos

Marta Élen
Eu estou lendo o livro Auto-engano, do economista-filósofo Eduardo Giannetti. Giannetti é aquele que conduziu e apresentou a série O Valor do Amanhã, no fantástico. Não posso deixar de comentar a extrema fineza e minúncia com a qual Giannetti expressa, no papel, seus mais sutis traços de pensamento. O diversificado vocabulário e a riqueza de referências presentes neste livro demonstram sua invejável capacidade. E eu aqui, as vezes perdendo minutos a descobrir qualquer palavra para expressar os pensamentos mais corriqueiros ;-) Enfim…

A meia altura da agradável leitura, encontrei um trecho em que o autor comenta seu ponto de vista em relação à máxima cristã: “Ame ao próximo como a si mesmo”. E achei válido comentar certos aspectos da interpretação do autor em relação à máxima citada. Eis o trecho que me chamou a atenção:

O homem que odeia a si mesmo é incapaz de amar alguém. O imperativo cristão de “amar ao próximo como a si mesmo” parte da premissa do amor-próprio, o que é realista, e propõe que estendamos aos outros, e, no limite, a todos, o amor que sentimos por nós mesmos. O problema é que amar igualmente a todos equivale a não amar ninguém. Distribuir o amor de forma rigorosamente igualitária significaria destruí-lo. Quem diz que ama o próximo como a si mesmo não pensa no que diz ou está mentindo – alimenta-se e dorme regularmente enquanto tem gente passando fome na esquina. pag. 109.

A princípio é isso mesmo. Entretanto me coloquei a analisar (em suma, viajei sobre…) as palavras exatas utilizadas por Jesus em seu mandamento maior, e me ocorreu uma conclusão diferente:

Tivesse Jesus dito: “Ame A TODOS como a si mesmo”, então sim, o parágrafo de Giannetti aqui citado faria todo o sentido, e as palavras de Jesus bem poderiam ser tidas como impossíveis de serem praticadas.
ENTRETANTO…

Jesus disse “Ame AO PRÓXIMO como a si mesmo”. E vejo nesta diferença sutil e aparentemente sem importância um mundo inteiro de significado. “Próximo” não diria respeito àqueles que se encontram DENTRO de nosso círculo de contato? Neste sentido, a tarefa não só nos é mais acessível, como faz imenso sentido. Seria tão mais fácil Jesus proferir a palavra TODOS em vez da circunstancial palavra PRÓXIMO!!!

É lógico que toda essa interpretação é por demais superficial e não há palavra melhor para definir o que eu ‘to fazendo aqui do que “viajando”, já que o termo e o sentido exato utilizado por Jesus, em seu idioma próprio, o aramaico, na verdade, ficaram perdidos na longínqua distância daquele tempo.

Contudo, partindo do pressuposto de que nos amamos minimamente, nada será mais lógico que sejamos capazes de compreender e amar também aos pais, irmãos, amigos pessoais e profissionais, entre outros relacionamentos constantes e PRÓXIMOS que venhamos vivenciar.

Arrisco a afirmar ainda que o sentido de “próximo” não diria respeito sequer aqueles com quem nos deparamos nas ruas diariamente. Mesmo que estivesse ao nosso alcance ajudá-los de alguma forma diante da constatação de sua necessidade de ajuda, ainda assim, não fazem parte de nossa vida. É uma ótima maneira e até mesmo uma ótima oportunidade para expressar nossos sentimentos humanos e manifestar nossa generosidade inata. Mas obrigação moral, não é! Que ética enviesada, esta, vista desta forma, não acha? Entretanto não conseguiria a enxergar de outra forma, afinal, não é assim mesmo que vivemos?

Ronaud Pereira
fonte: http://www.ronaud.com/arte-de-viver/amar-ao-proximo-ou-amar-o-mundo-inteiro/
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

A história do filme é fantástica, enquanto por ser real. Como um ser humano é capaz de doar toda a sua fortuna e colocar sua vida em risco. Oskar Schindler a priori não tinha motivos aparentes para ajudar aqueles judeus, povo que quase foi ao extermínio durante a segunda guerra mundial. Ver uma pessoa ser presa, torturada e morta injustamente comove a qualquer um.
Schindler era um rico empresário, que se beneficio com guerra, fazendo uma imensa fortuna. Usando o trabalho escravo judeu em suas fabricas. O Oskar primeiro tornou-se rico através do serviço judeu.
No entanto é fato que a partir desta história, fica claro que nem todos os germânicos durante a segunda guerra mundial apoiavam as sandices de Hitler.